De acordo com artigo do site Trivela, os números altos de audiência foi a confirmação de um comportamento cada vez mais dependente da realização de jogos todos os dias, tanto por parte de clubes e federações, como de detentores de direitos de transmissão e de torcedores. Tivemos recordes de audiência nos clássicos em jogos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Pará.
Os dados de audiência foram um recado do torcedor, se tem jogo ele assiste. Se o jogo é um clássico ou mata-mata, mais ainda. Cortar simplesmente os estaduais em nome de dar folga nas 12 datas que eles ocupam hoje não é o que o consumidor de TV aberta, TV paga, internet aberta, streaming pago e PPV parece querer. E enquanto houver demanda, haverá entrega.
A matéria conclui que o público que banca o esporte com suas assinaturas, ingressos, planos de sócios, apostas e audiências está insaciável e querendo mais e mais futebol.
Por outro lado, apesar das novas fórmulas de disputa terem trazido mais emoção na fase classificatória, com definições apenas nas últimas rodadas, a média de público total caiu no Paulistão e Gaúcho. Já no Mineiro a média ficou estável e apenas no Carioca houve aumento da média.
Vamos aos dados.
Paulista
Na tabela abaixo temos a comparação das médias entre 2026 e 2025:
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2026 |
2025 |
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Média de Público Total |
10.894 |
12.596 |
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Renda Média Bruta |
621.250 |
878.463 |
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Taxa de Ocupação |
44% |
44% |
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Ticket Médio |
57,03 |
69,07 |
Com 32 jogos a menos na fase classificatória na nova fórmula, a expectativa seria uma aumento na média de público devido a menos jogos com menor relevância, mas não foi o que observamos.
Um dos principais fatores para esta queda foi a mudança do mando de jogo do Palmeiras para Barueri. Com esta mudança houve uma queda de 9 mil torcedores por jogo na fase classificatória. A torcida do Corinthians, apesar da maior média da competição, também reduziu em 5 mil torcedores/jogo. Do Trio de Ferro apenas a torcida do São Paulo aumentou a média em 8 mil torcedores/jogo em 2026.
Outro motivo para esta queda foram os jogos na fase mata-mata pois, com exceção do Palmeiras, os outros grandes clubes do estado jogaram estes jogos como visitantes, fazendo que a média nas fases eliminatórias caíssem de 36,9 mil/jogo para 16,1 mil/jogo.
Esta forte queda na média de público também acabou impactando na queda da renda bruta e do ticket médio.
Carioca
Na tabela abaixo temos a comparação das médias entre 2026 e 2025:
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2026 |
2025 |
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Média de Público Total |
10.292 |
9.774 |
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Renda Média Bruta |
500.400 |
626.852 |
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Ticket Médio |
48,62 |
64,14 |
OBS: Não foram considerados os jogos da Taça Rio
O incremento de 5% na média de público total pode ter como principal motivo a redução de 30 jogos na fase de grupos e a criação da fase de quartas de final e a final em jogo único.
Os 66 jogos da fase de grupos em 2025 e os 36 jogos de 2026 tiveram médias semelhantes por volta de 7 mil torcedores/jogo. Os quatro jogos da fase de quartas de final em jogo único teve média de 10 mil. As duas semifinais tiveram média de 24 mil, 10% superior ao ano passado e a final em jogo único teve 69 mil torcedores, superior a média de 54 mil nos dois jogos do ano anterior.
Mineiro
Na tabela abaixo temos a comparação das médias entre 2026 e 2025:
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2026 |
2025 |
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Média de Público Total |
8.952 |
8.918 |
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Renda Média Bruta |
458.499 |
482.044 |
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Ticket Médio |
51,22 |
54,05 |
No campeonato mineiro houve redução de apenas um jogo em relação a edição anterior, que foi a final em jogo único, e foi exatamente o clássico Cruzeiro e Atlético na final que elevou levemente a média da competição, pois na fase de grupos e na semifinal as médias de 2025 foram um pouco superiores que deste ano. Com a fórmula de disputa praticamente a mesma, não houve grandes mudanças nas médias de público total.
Gaúcho
Na tabela abaixo temos a comparação das médias entre 2026 e 2025:
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2026 |
2025 |
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Média de Público Total |
7.801 |
8.074 |
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Renda Média Bruta |
330.387 |
394.019 |
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Ticket Médio |
42,35 |
48,80 |
A mudança na fórmula de disputa reduziu em oito jogos na edição de 2026. A fase de grupos teve redução de 12 jogos, além da criação das quartas de final em jogo único. Estas mudanças não causaram grandes mudanças mas médias de público total.
A fase de quartas de final acabou impactando positivamente nas médias, com cerca de 10 mil torcedores/jogo. Já na fase de grupos, semifinais e finais houve queda, principalmente as semifinais e finais, que tiveram queda de 4 mil torcedores/jogo em ambas as fases.
Olhando o cenário pelo copo meio cheio, é possível concluir que os estaduais continuam sendo atrativos para o torcedor, principalmente pelas audiências nas transmissões. Por outro lado, olhando pelo copo meio vazio a presença de público demonstra estabilidade, mesmo com a redução de jogos nas fases classificatórias.
Nas quatro competições houve queda no ticket médio, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Uma das hipóteses pode ser o início da disputa do Campeonato Brasileiro. Outra hipótese pode ser o início das competições ainda na primeira quinzena de janeiro, período de férias escolares, o que também pode ter concorrido com a atenção dos torcedores.
Vamos observar os dados no ano que vem para ver as tendências com a redução de datas e quais variáveis podem impactar positivamente ou negativamente na presença de público nos jogos.
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