Depois da temporada do Brasileirão 2020 sem público, na atual o torcedor começou a voltar aos estádios a partir da vigésima terceira rodada, mas com boa parte das rodadas com limitações de ocupação.
Apesar do cenário de 2021 com uma série de limitações, é possível fazer algumas análises e encontrar os mesmos comportamentos do torcedor. Vamos aos dados gerais com base nos 162 jogos disputados com presença de público:
Média de público total: 15.020
Média público pagante: 14.179
Média renda bruta: R$ 654.948
Taxa de Ocupação: 51%
Ticket Médio: R$ 36,31
Apesar de apenas 43% de jogos serem disputados com a presença de público, a média de público pagante ficou a frente de 26 edições do campeonato, alcançando a vigésima oitava posição do ranking desde a edição de 1967.
Média público pagante: 14.179
Média renda bruta: R$ 654.948
Taxa de Ocupação: 51%
Ticket Médio: R$ 36,31
Apesar de apenas 43% de jogos serem disputados com a presença de público, a média de público pagante ficou a frente de 26 edições do campeonato, alcançando a vigésima oitava posição do ranking desde a edição de 1967.
A renda bruta teve uma queda de 7,5% em relação a 2019 e o ticket médio ficou 4% maior. A taxa de ocupação ficou igual a 2019, mas foi levada em consideração a capacidade disponível liberada pelas autoridades.
Essa taxa de ocupação pode ser avaliada tanto pelo lado positivo, igualando a maior taxa de ocupação da história, principalmente devido a torcida do Atlético Mineiro e boas médias de público nas rodadas finais. Pelo lado negativo podemos considerar que, mesmo com estádios com 30% ou 50% de capacidade, nem assim a capacidade disponível foi ocupada.
Aprofundando um pouco mais a pesquisa, seguem os dados consolidados sobre as variáveis que mais impactaram na presença de público no Brasileirão:
1) Atlético Mineiro
Como é recorrente, o clube campeão costuma ser o líder de público e o Galo manteve a escrita. A média de 42,3 mil de público total foi a maior do torneio com os atleticanos representando 17% do público total da competição. Dos 10 maiores públicos do campeonato, os 5 primeiros foram dos atleticanos.
2) As últimas 3 rodadas
Com várias disputas ocorrendo na competição, as últimas 3 rodadas foram com grande presença de público, com as seguintes médias:
Rodada 36: 29.747 pagantes / 60% de ocupação
Rodada 37: 31.805 pagantes / 62% de ocupação
Rodada 38: 19.721 pagantes / 59% de ocupação
3) Corinthians
O Timão, mesmo terminando na quinta posição, teve a segunda melhor média, com 35.629. O fenômeno do Timão se repetiu novamente, pois em 2019, quando terminou em oitavo colocado e foi a segunda maior média de público. Esse fenômeno precisa ser mais aprofundado, pois o Timão teve o terceiro ticket médio mais alto entre todos clubes nas duas edições, portanto não se pode levar em conta a precificação menor para ter mais público.
4) São Paulo e Flamengo
Apesar dos dois gigantes não disputarem o título, sempre costumam elevar as médias de público no Brasileirão. Os dois clubes ficaram respectivamente em terceiro e quarto colocados de média, com 28,2 mil e 24 mil. O Flamengo teve 2 jogos entre os 10 maiores públicos do campeonato
5) Fortaleza, Ceará e Bahia
Não foi só no campo que Fortaleza e Ceará se destacaram. Como em 2019 os dois clubes cearenses mantiveram-se entre as maiores médias. O Leão do Pici ficou na quinta posição com média de 19.290. Ceará e Bahia, com média pouco acima de 18 mil também deram show nas arquibancadas. Com certeza os baianos vão fazer falta tanto dentro, como fora de campo em 2022. Fortaleza e Ceará tiveram um jogo cada cada entre os 10 maiores públicos do campeonato.
Como conclusão foi possível detectar que em 2021, o Atlético Mineiro, o Corinthians e o São Paulo formaram o top 3 em média de público (total e pagante), renda bruta e renda líquida. Referente a taxa de ocupação Galo e Timão também foram os primeiros, com o Santos na terceira posição.
O desafio dos gestores continua ser a busca de entender o seu torcedor visando trabalhar outras variáveis para conseguir aumentar a presença de público nos seus estádios e arenas independente da performance, da tipologia dos jogos e horários com menor demanda, buscando atrair outro tipo de público, com diferentes tipos de atrativos.
Continuarei analisando este fenômeno nas próximas temporadas.
2022 tem mais.
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