Após um ano e meio sem a presença do torcedor nos estádios, os jogos do Brasileirão voltaram a ter presença de público novamente à partir da rodada 23, mas com alguns clubes adiando seus jogos pois naquela data ainda não estava permitida a entrada de torcedores em todos os estados brasileiros. Após seis rodadas com a presença do torcedor e com o aumento gradativo da ocupação, seguem algumas análises para avaliação.
1) Onze clubes pagaram para jogar
Nesse quesito o retorno do torcedor afetou consideravelmente o evento e o jogo em si. Por outro lado, ao se analisar o resultado financeiro, 11 clubes tiveram renda líquida negativa, o que significou que esses clubes pagaram para jogar, o que provavelmente não aconteceria sem a presença de público, pois os custos são menores.
Novamente o Maracanã se mantém
como uma das arenas mais caras para se realizar um jogo e qualquer partida com
baixa taxa de ocupação afeta diretamente na renda líquida conforme demonstrado abaixo:
1) Flamengo: - R$ 838 mil
2) Fluminense : - R$ 610 mil
3) Bahia: - R$ 191 mil
4) Ceará : - R$ 182 mil
5) Fortaleza: - R$ 175 mil
Não está computado nessa tabela a
renda líquida do jogo Fluminense x Atlético Goianiense, o que provavelmente
colocaria o Tricolor das Laranjeiras acima do Flamengo no ranking. Jogar na
Arena Fonte Nova e na Arena Castelão também tem um custo elevado para jogos com
baixa taxa de ocupação.
Como nas demais edições, o líder do campeonato é também o clube com maiores médias de público. O Galo lidera a média de público, seguido por São Paulo e Palmeiras, clubes que nas edições anteriores também tiveram altas médias, conforme abaixo:
1) Atlético Mineiro: 16,1 mil
2) São Paulo: 12,9 mil
3) Palmeiras: 11,1 mil
O Flamengo (sétimo do ranking) está com média de 8,1 mil, demonstrando que, quando o desempenho do clube não é o esperado, o torcedor não comparece ao Maracanã.
3) Taxa de Ocupação estável
Os três primeiros do ranking estão com maior taxa de ocupação devido à baixa capacidade de ingressos disponíveis conforme abaixo:
1) Atlético GO: 93%
2) Santos: 88%
3) Sport: 78%
O Atlético Mineiro (sexto no ranking) só elevou sua média de ocupação para 71% após reduzir praticamente pela metade o ticket médio dos dois primeiros jogos ( R$ 60,50) para a média de R$ 33,00 nos dois jogos seguintes.
4) Aumento do valor do Ticket Médio
Apesar da pandemia, que provocou
uma queda de renda do brasileiro, o ticket médio se manteve praticamente igual
a 2019. Dos três clubes com maior ticket médio em 2019, Palmeiras e Flamengo
aumentaram os preços enquanto o Corinthians teve uma leve redução como
demonstrado abaixo:
Além dos três clubes, o aumento
mais significativo foi do Atlético Mineiro que, quando mandava seus jogos no
Independência até 2019 tinha um ticket médio de R$ 17,12, agora subiu para R$
40,48 com os jogos no Mineirão. A dupla Gre-Nal também aumentou em 30% o ticket
médio em comparação a 2019.
Com o aumento da taxa de ocupação até o final do campeonato, somado às disputas que ainda estão ocorrendo por vagas nas Copas Continentais e pela fuga do rebaixamento, veremos se esses primeiros números sofrerão alterações significativas.
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