Na física a força faz com que as coisas se movam. Para eventos esportivos ao vivo o público reage ao fluxo do jogo, subindo e descendo a vibração a cada jogada. Em suma, a energia endêmica de eventos esportivos ao vivo é o combustível que alimenta todo o ecossistema. Os fãs e marcas são componentes essenciais de uma experiência esportiva, e isso nunca foi mais aparente do que durante a pandemia.
O retorno aos esportes ao vivo
O retorno dos fãs aos estádios e arenas coincidiu com
aumentos na audiência da televisão, como as Finais de Conferência da NBA e a
Euro 2020, cuja última partida entre as potências mundiais do futebol
Inglaterra e Itália foi a partida do Euro mais vista na história dos Estados
Unidos.
Em contrapartida, a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio sem
a presença de público foi um reconhecimento tácito de que os eventos esportivos
globais, regionais e locais perdem uma parte do apelo que os torna tão
atrativos para os fãs ao redor do globo.
O impacto social
A presença de torcedores em eventos esportivos ao vivo
representa um senso de normalidade social. Os humanos são uma espécie gregária,
e esse senso de comunidade é um dos elementos mais ressonantes dos esportes.
Sua ausência resultou em demanda reprimida no mercado, e os números confirmam
isso. De acordo com a pesquisa da Momentum, os fãs mais envolvidos têm 54% mais
probabilidade do que os não fãs de comparecer a eventos esportivos aos quais
poderiam ter recusado no passado além de ter 37% maior probabilidade do que os
não fãs de experimentar novas experiências.
A energia que os fãs fornecem ao comparecer aos jogos é
contagiante. Essa energia reverbera no local, contagiando também quem está assistindo
o evento por meio a TV ou streaming, além de aumentar ainda mais a energia dos jogadores
no campo ou na quadra. Pesquisas científicas que sugerem que a energia do público
reforço a positividade e o aprimoramento do desempenho dos atletas. Das
multidões ensurdecedoras em Phoenix e Milwaukee durante as finais da NBA, às
cerca de 60.000 pessoas no Estádio de Wembley na final da Euro 2020, a relação
simbiótica entre o jogo e seus espectadores nunca foi tão clara.
O papel das marcas no jogo
É igualmente claro que as marcas podem desempenhar um papel
crítico em trazer essa energia de volta aos eventos ao vivo, facilitando a
transição para aqueles que ainda podem estar um pouco hesitantes em lotar
arenas. A American Express e a Verizon lideraram o caminho no fornecimento de
experiências de compras sem contato físico para os fãs, como as que foram implementadas
no Barclays Center, casa do Brooklyn Nets da NBA e do New York Liberty da WNBA,
e em Indianapolis, um dos principais eventos de automobilismo do mundo.
O envolvimento da marca na experiência sem contato vai além
das transações. A American Express também aproveitou os códigos QR para
fornecer uma experiência complementar em Wimbledon que deu aos fãs acesso ao
Champions Rally, uma experiência virtual com a estrela do tênis Andy Murray. Na
ausência de fãs, a pandemia comprovou que há lugar para experiências virtuais
também no ecossistema, mesmo com a volta da presença de público nos eventos
esportivos. Nesse ambiente híbrido, impulsionado pela energia dos fãs, as
marcas podem aumentar os pontos de contato ao alavancar sua própria tecnologia
e criatividade para evoluir ainda mais a experiência.
Os fãs de esportes apreciam essa relação sinérgica. Além
disso, os fãs esperam que as marcas se façam novos desenvolvimentos e inovações.
A pesquisa da Momentum revelou que 80% dos fãs de esportes acreditam que as
marcas devem se concentrar no patrocínio de uma liga ou equipe para ajudar a
apoiar o futuro da comunidade esportiva e esse futuro sempre será centrado no
que é melhor para a indústria: encontrar maneiras novas e interessantes para os
fãs comparecer aos eventos esportivos.
No contexto do esporte ao vivo a energia pode ser definida
como a força avassaladora que conecta e intensifica o senso de comunidade e
conectividade. Melhor ilustrado por sua ausência, cabe a todo o ecossistema
garantir que ele continue sendo uma presença onipresente para um futuro
sustentável.

Comentários
Postar um comentário